Monday, February 27, 2012

Quero um trabalho maquínico e mordaz para que se acabe de vez o que resta de esperança em mim

Saturday, February 25, 2012

O carnaval eterno


                                                                   

Pra usar um termo meio "antropológico" o carnaval é um momento de "caos permitido", onde os papéis se invertem, o estranho vira familiar ou divertido, onde se festeja sem nenhuma razão ou propósito, onde a felicidade é quase uma obrigação. Ok. Eu gosto do carnaval. Porém, fazer uma breve análise sobre o engajamento pessoal e investimento público na festa, diante do eterno desconforto das contradições sociais brasileiras acaba sendo inevitável. Todavia isso não nos torna mais politizado, o problema não está no carnaval. Seja ele uma referência de identidade cultural, seja uma festa com fins lucrativos pouco nobres, o que causa desconforto de fato, é que o carnaval acaba cronologicamente, mas não sai de dentro de nós. Se do ponto de vista da alegria sem razão, do culto a Dionísio isso pode ser uma maravilha, do outro lado tudo aquilo que faz os dias de mômo ter mais sentido, termina se  esvaecendo, pois caos líquido e gasoso só tem sentido se em contraste com alguma ordem prévia.
 Longe de ser uma crítica, no sentido moral, é mais um devaneio que faço diante desta imagem distorcida que fazemos de nós mesmo, se de um lados os foliões gritam em alto e bom som sua felicidade eterna, do outros os anti-carnaval se apegam ao descompasso do país como trincheira pela sua incapacidade de ser "assim  tão alegre" sem nenhum propósito, ou por, como sempre, achar que o problema está nos outros. 
Como não somos uma sociedade, não sabemos o que queremos ser, de um lado temos um modelo de "civilização" que não nos cabe, que nega nossa personalidade, e por isso não acontece, do outro lado, ou talvez do mesmo, não conseguimos encontrar, ou não queremos, o que nos caberia  e dessa tensão que não se resolve nasce toda esquizofrenia  de ser e/ou viver no Brasil. 
O Paulo Barros é foda, eu vi in loco fiquei boquiaberto. O carnaval de Recife parece um retrato de um lugar que eu nunca fui.

Friday, February 24, 2012

Abertura da Série Prismas 2012

Próximo dia 04.03.2012 começa o terceiro ano da Série Prismas. Teremos o Duo Veredas formado por dois jovens talentos oriundos da UNIRIO, o violino de Ayran Nicodemo e o Cello de Murilo Alves.
Abaixo no flyer mais detalhes

ou no link: https://prismasmusicais.wordpress.com/proxima-apresentacao/


Não imaginava que a série fosse durar até a 3ª temporada. Assim como foi a primeira, esta também pode ser a última. Ela não existe como projeto de vida, menos ainda como projeto comercial, por isso não há apego ou vaidade. O foco é e pretende continuar sendo jovens musicos clássicos/instrumentais numa ponta e na outra o público, esta "figura" tão "complicada" no empolado mundo da música que se diz erudita. 

Compareçam, queremos você que não entende nada de música, você que entende tudo, você que nunca viu um violino de perto... não se preocupe, lá você pode aplaudir quando tiver vontade.

É grátis!!! Nós pagamos para você ser feliz. 


Monday, February 06, 2012

1º concerto de 2012: 06.02 - Midrash Centro Cultural


Meu primeiro concerto público em 2012 será como o último de 2011, com  Duo Americas, flauta e violão, porém com novas obras dentro do espetáculo "Do Alasca a Patagônia: Música das 3 Américas". Abaixo detalhes no flyer. Chega mais!


Saturday, January 21, 2012

Sunday, January 15, 2012

"Tranquilo e infalível como Bruce Lee"


Quem me conhece de longa data sabe que sou um crítico ferrenho do Caetano Veloso, seja pelas suas falas auto-referentes narcisística e irrealista (quando não reacionárias), seja pelo próprio valor desproporcional que se costuma avaliar a sua música. Todavia uma das minhas lembranças mais antigas de ouvir uma música popular por nós chamada de MPB - ou seja aquelas canções com pretensões poético-filosóficas idolatradas por scholars da área de Letras que não por acaso são "compositores" e/ou letristas semi-profissionais - foi a canção "Um Indio".
Bem, mas eis aqui uma exemplar digno da fama e brilhantismo do Caetano, por algum motivo acordei com essa música na cabeça, nesta interpretação sempre forte e inteira da magnífica Maria Bethânia.